LAB’s São Paulo partner A Pública was one of the first news agencies to cover the anger in Brazil at the lavish spending on venues for the World Cup and the Olympics.  The contrast between this and the paucity of investment in public services was one of the triggers of the July protests throughout the country.  Now A Pública‘s  Ciro Barros and Giulia Afiune examine ticket prices, which they estimate have risen by 300% between 2003 and 2013.  In the same period the average wage has increased by 37%.  The original article, with striking graphics, can be read here.

Much of A Pública’s research focuses on the famous Maracanã stadium in Rio de Janeiro, which has undergone a radical makeover in preparation for the big events of 2014 and 2016.  But even before the makeover prices were rising.

Publicity photo of the first match at the new Maracanã stadiumA Pública talked to a lifelong Flamengo fan, community leader Reinaldo Reis from Morro dos Tabajaras in Botafogo, whose dream is to take his son to Maracanã:  ‘Even before the ground closed for renovation, it was getting difficult.  The cheapest ticket, at R$40, wasn’t that cheap even then.  But now, with the ridiculous prices they charge you to see a game, there’s no way.  For the cheapest seats, it’s going to be RS$80 (£22) a match. To have soft drink, a hot-dog, that sort of thing, I’ll have to take at least R$150.  What worker can spare that sort of money to see a match?’

Morro dos Tabajaras

There is an academic discussion about the reasons for the sharp rise in prices.  Some specialists, such as the anthropologist  Antonio Oswaldo Cruz of the Federal University of Rio, think it’s an attempt to change the nature of the match-going experience:  ”What’s happening is a process of transforming the ground into a place for consumption intended for more affluent supporters…  It’s intended for a public that will be consumers of other things as well as football.’ The owner of the consortium that now owns Maracanã, João Borba, made no bones about it:  ‘We have to work with the clubs to get old habits to change:  to get rid of giant banners, huge poles, bare-chested supporters, watching the game standing up.’  Sr Borba wants more of the decorum of – Wimbledon:  ‘Last weekend I went to the tennis finals at Wimbledon, and on the ticket it said that it was not advisable to wear certain sorts of clothes…  When an English person sees “not advisable”, they know that you mustn’t wear that sort of clothes.’ 

Flamengo supporters with banners

A key change is the move to all-seater stadiums, with the elimination of standing areas. This is a change that was introduced on safety grounds in Britain after the 1989 disaster at Sheffield Wednesday’s Hillsborough ground, in which 96 people died. Now a legal requirement in the United Kingdom, it has become widely accepted internationally and a condition for FIFA matches.

In Brazil, the controversy is more over the social and cultural effects of more expensive tickets. Geographer Christopher Gaffney, from the Fluminense University in Niteroi, across the bay from Rio, and a member of the Brazilian National Supporters Association, calls it  ‘a domestication of public experience’.  Gaffney says:  ‘You feel more at home, more relaxed.  You’re sitting in a seat with a back, with a drink in your hand and a more passive attitude.  The passionate supporter who uses the ground as a place for social solidarity, and for relieving his weekday frustrations  by slagging off the ref  won’t have that option any more because he won’t be able to afford it.’  The Brazilian government has also weighed in.  The National Football Secretary in the Ministry of Sport, Toninho Nascimento, expressed the government’s concern about the ‘elitisation of sport’.  

Inaccessible seats in the Arena Pernambuco

The rate of increase in ticket prices has been dramatic. In 2003 the average ticket price was R$9.50, but by 2013 it was R$38.  Another way of assessing the increase was chosen by Erick Omena, a doctoral student and Oxford Brookes University.  Omena related ticket prices to the legal minimum wage.  He calculated that in July 1950 the cheapest ticket to Maracanã cost 2% of the minimum wage.  In August 2010 it was 6%, and today it is equivalent to around 12%.  In one comparison relating ticket prices to incomes, Brazil came out as the most expensive country to watch a match in, out of 16 surveyed, including, Britain, France, Germany, Holland, the USA and Japan.

The perhaps predictable result has been a fall in attendance at matches.  According to the official figure of the Brazilian Football Confederation, the total attendance at matches fell from around 6.5 million in 2007 to 4.9 million in 2012, a drop of 15.2%.  In contrast, the  clubs’ total income rose considerably, from R$80 million in 2007 to R$119 million in 2012.  One explanation for 'Elite fans' outside the Maracanã stadiumthis is that clubs earn much more these days from television fees than from gate receipts.  According to one study, gate receipts account for no more than 6.8% of clubs’ income, compared with 37.3% from TV rights.  This could explain why clubs are less interested in filling their grounds, though this is a dangerous tactic:  if the ground looks empty, it makes a less attractive spectacle on TV.  A final theoretical contribution comes from economist Fernando Ferreira, who suggests that the clubs and administrators were misled by the idea that the average Brazilian has much more disposable income these days, and would be prepared to spend much more on going to a football match.

Back outside Maracanã, supporters have turned the idea that football is only for the elite into a protest pantomime.  They turn up at the ground dressed in suits and top hats, carrying protest banners – and champagne.

 

 

 

“Tô sentindo isso na pele. Tenho um filho de 14 anos, flamenguista também, e ainda não consegui levar ele no Maracanã devido a essa sem-vergonhice que eles fizeram”, diz Reinaldo Reis, morador da comunidade da Estradinha e presidente da Associação de Moradores do Morro dos Tabajaras, na zona sul carioca.

Reinaldo, 39 anos, é um flamenguista fanático. Um papo breve com ele já basta para ouvir aqueles “causos” típicos do torcedor de estádio. Mas não de qualquer estádio; Reinaldo também tem uma relação umbilical com o Maracanã, sede carioca da Copa 2014. Frequentador desde os seis anos de idade, quando acompanhava um vizinho nos jogos do Fluminense, Reinaldo comemorou quando, aos 11 anos, ganhou permissão para ir ao Maraca sozinho. “Foi uma alegria muito grande quando a minha mãe me deu essa liberdade de ir ver o Flamengo. Eu já era flamenguista, mas só tinha ido no Maracanã ver o Fluminense. Eu gostava de ver o estádio. Mas ver o meu time lá foi muito legal”.

Desde então, Reinaldo se tornou, nas palavras de Nelson Rodrigues, um “Arquibaldo”: o torcedor de arquibancada. Supersticioso, sempre que pôde ficou na arquibancada superior do Maraca, entre a Raça Rubro-Negra e a Jovem Fla, torcidas organizadas do Flamengo. O jogo mais marcante? “Com certeza foi aquele Flamengo e Botafogo de 1992, quando caiu a arquibancada. Se eu tô aqui podendo falar com você foi porque eu cheguei um pouco atrasado naquele dia e por sorte não tava no meio da galera que caiu”, relembra. O jogo foi em 19 de julho de 1992, decisão do Campeonato Brasileiro entre Fla e Bota. Na ocasião, parte da grade de proteção da arquibancada superior cedeu e alguns torcedores caíram no anel de baixo. “Que sorte que eu não tava, meu irmão”, diz.

Desde que o seu filho mais velho nasceu, Reinaldo assumiu um compromisso: ir com o menino a todos os jogos do Flamengo no Maracanã. “Pô, meu primeiro filho, filho homem. A primeira coisa que eu quis foi levar ele pra torcer comigo. E eu tava levando ele em todos os jogos, todos mesmo, mas depois dessa reforma pra Copa não tem a menor condição”, afirma. “Antes de fechar para a reforma, já tava difícil. O ingresso mais barato a 40 reais já não era tão acessível. Mas agora, com esse absurdo que tá o preço dos jogos, não tem como. Se eu for pagar, por mais barato que seja, vai ser 80 reais o jogo. Para tomar um refrigerante, comer um cachorro-quente, tudo mais, eu tenho que levar no mínimo R$ 150. Qual trabalhador tem esse dinheiro sobrando pra gastar em ingresso?”, questiona.

– See more at: http://www.apublica.org/2013/08/ingressos-disparam-nos-ultimos-dez-anos-brasil-novas-arenas-tem-precos-maiores-os-estadios-antigos-afastando-os-torcedores-tradicionais/#sthash.Tn0SSR3m.dpuf

“Tô sentindo isso na pele. Tenho um filho de 14 anos, flamenguista também, e ainda não consegui levar ele no Maracanã devido a essa sem-vergonhice que eles fizeram”, diz Reinaldo Reis, morador da comunidade da Estradinha e presidente da Associação de Moradores do Morro dos Tabajaras, na zona sul carioca.

Reinaldo, 39 anos, é um flamenguista fanático. Um papo breve com ele já basta para ouvir aqueles “causos” típicos do torcedor de estádio. Mas não de qualquer estádio; Reinaldo também tem uma relação umbilical com o Maracanã, sede carioca da Copa 2014. Frequentador desde os seis anos de idade, quando acompanhava um vizinho nos jogos do Fluminense, Reinaldo comemorou quando, aos 11 anos, ganhou permissão para ir ao Maraca sozinho. “Foi uma alegria muito grande quando a minha mãe me deu essa liberdade de ir ver o Flamengo. Eu já era flamenguista, mas só tinha ido no Maracanã ver o Fluminense. Eu gostava de ver o estádio. Mas ver o meu time lá foi muito legal”.

Desde então, Reinaldo se tornou, nas palavras de Nelson Rodrigues, um “Arquibaldo”: o torcedor de arquibancada. Supersticioso, sempre que pôde ficou na arquibancada superior do Maraca, entre a Raça Rubro-Negra e a Jovem Fla, torcidas organizadas do Flamengo. O jogo mais marcante? “Com certeza foi aquele Flamengo e Botafogo de 1992, quando caiu a arquibancada. Se eu tô aqui podendo falar com você foi porque eu cheguei um pouco atrasado naquele dia e por sorte não tava no meio da galera que caiu”, relembra. O jogo foi em 19 de julho de 1992, decisão do Campeonato Brasileiro entre Fla e Bota. Na ocasião, parte da grade de proteção da arquibancada superior cedeu e alguns torcedores caíram no anel de baixo. “Que sorte que eu não tava, meu irmão”, diz.

Desde que o seu filho mais velho nasceu, Reinaldo assumiu um compromisso: ir com o menino a todos os jogos do Flamengo no Maracanã. “Pô, meu primeiro filho, filho homem. A primeira coisa que eu quis foi levar ele pra torcer comigo. E eu tava levando ele em todos os jogos, todos mesmo, mas depois dessa reforma pra Copa não tem a menor condição”, afirma. “Antes de fechar para a reforma, já tava difícil. O ingresso mais barato a 40 reais já não era tão acessível. Mas agora, com esse absurdo que tá o preço dos jogos, não tem como. Se eu for pagar, por mais barato que seja, vai ser 80 reais o jogo. Para tomar um refrigerante, comer um cachorro-quente, tudo mais, eu tenho que levar no mínimo R$ 150. Qual trabalhador tem esse dinheiro sobrando pra gastar em ingresso?”, questiona.

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“Tô sentindo isso na pele. Tenho um filho de 14 anos, flamenguista também, e ainda não consegui levar ele no Maracanã devido a essa sem-vergonhice que eles fizeram”, diz Reinaldo Reis, morador da comunidade da Estradinha e presidente da Associação de Moradores do Morro dos Tabajaras, na zona sul carioca.

Reinaldo, 39 anos, é um flamenguista fanático. Um papo breve com ele já basta para ouvir aqueles “causos” típicos do torcedor de estádio. Mas não de qualquer estádio; Reinaldo também tem uma relação umbilical com o Maracanã, sede carioca da Copa 2014. Frequentador desde os seis anos de idade, quando acompanhava um vizinho nos jogos do Fluminense, Reinaldo comemorou quando, aos 11 anos, ganhou permissão para ir ao Maraca sozinho. “Foi uma alegria muito grande quando a minha mãe me deu essa liberdade de ir ver o Flamengo. Eu já era flamenguista, mas só tinha ido no Maracanã ver o Fluminense. Eu gostava de ver o estádio. Mas ver o meu time lá foi muito legal”.

Desde então, Reinaldo se tornou, nas palavras de Nelson Rodrigues, um “Arquibaldo”: o torcedor de arquibancada. Supersticioso, sempre que pôde ficou na arquibancada superior do Maraca, entre a Raça Rubro-Negra e a Jovem Fla, torcidas organizadas do Flamengo. O jogo mais marcante? “Com certeza foi aquele Flamengo e Botafogo de 1992, quando caiu a arquibancada. Se eu tô aqui podendo falar com você foi porque eu cheguei um pouco atrasado naquele dia e por sorte não tava no meio da galera que caiu”, relembra. O jogo foi em 19 de julho de 1992, decisão do Campeonato Brasileiro entre Fla e Bota. Na ocasião, parte da grade de proteção da arquibancada superior cedeu e alguns torcedores caíram no anel de baixo. “Que sorte que eu não tava, meu irmão”, diz.

Desde que o seu filho mais velho nasceu, Reinaldo assumiu um compromisso: ir com o menino a todos os jogos do Flamengo no Maracanã. “Pô, meu primeiro filho, filho homem. A primeira coisa que eu quis foi levar ele pra torcer comigo. E eu tava levando ele em todos os jogos, todos mesmo, mas depois dessa reforma pra Copa não tem a menor condição”, afirma. “Antes de fechar para a reforma, já tava difícil. O ingresso mais barato a 40 reais já não era tão acessível. Mas agora, com esse absurdo que tá o preço dos jogos, não tem como. Se eu for pagar, por mais barato que seja, vai ser 80 reais o jogo. Para tomar um refrigerante, comer um cachorro-quente, tudo mais, eu tenho que levar no mínimo R$ 150. Qual trabalhador tem esse dinheiro sobrando pra gastar em ingresso?”, questiona.

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Reinaldo, 39 anos, é um flamenguista fanático. Um papo breve com ele já basta para ouvir aqueles “causos” típicos do torcedor de estádio. Mas não de qualquer estádio; Reinaldo também tem uma relação umbilical com o Maracanã, sede carioca da Copa 2014. Frequentador desde os seis anos de idade, quando acompanhava um vizinho nos jogos do Fluminense, Reinaldo comemorou quando, aos 11 anos, ganhou permissão para ir ao Maraca sozinho. “Foi uma alegria muito grande quando a minha mãe me deu essa liberdade de ir ver o Flamengo. Eu já era flamenguista, mas só tinha ido no Maracanã ver o Fluminense. Eu gostava de ver o estádio. Mas ver o meu time lá foi muito legal”.

Desde então, Reinaldo se tornou, nas palavras de Nelson Rodrigues, um “Arquibaldo”: o torcedor de arquibancada. Supersticioso, sempre que pôde ficou na arquibancada superior do Maraca, entre a Raça Rubro-Negra e a Jovem Fla, torcidas organizadas do Flamengo. O jogo mais marcante? “Com certeza foi aquele Flamengo e Botafogo de 1992, quando caiu a arquibancada. Se eu tô aqui podendo falar com você foi porque eu cheguei um pouco atrasado naquele dia e por sorte não tava no meio da galera que caiu”, relembra. O jogo foi em 19 de julho de 1992, decisão do Campeonato Brasileiro entre Fla e Bota. Na ocasião, parte da grade de proteção da arquibancada superior cedeu e alguns torcedores caíram no anel de baixo. “Que sorte que eu não tava, meu irmão”, diz.

Desde que o seu filho mais velho nasceu, Reinaldo assumiu um compromisso: ir com o menino a todos os jogos do Flamengo no Maracanã. “Pô, meu primeiro filho, filho homem. A primeira coisa que eu quis foi levar ele pra torcer comigo. E eu tava levando ele em todos os jogos, todos mesmo, mas depois dessa reforma pra Copa não tem a menor condição”, afirma. “Antes de fechar para a reforma, já tava difícil. O ingresso mais barato a 40 reais já não era tão acessível. Mas agora, com esse absurdo que tá o preço dos jogos, não tem como. Se eu for pagar, por mais barato que seja, vai ser 80 reais o jogo. Para tomar um refrigerante, comer um cachorro-quente, tudo mais, eu tenho que levar no mínimo R$ 150. Qual trabalhador tem esse dinheiro sobrando pra gastar em ingresso?”, questiona.

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